Histórico

Histórico da Ação Social

Por volta dos anos 20 do século passado, ao final da I Guerra Mundial, os húngaros viram sua pátria dividida, e pior: milhares se viram de um dia para o outro em países diferentes daquele do qual haviam nascido.

A consequência natural dessa triste situação só poderia ser uma grande onda de emigração. Muitos vieram para São Paulo, então uma cidade em pleno florescimento que oferecia muitas oportunidades de trabalho.

Mas a chegada ao novo país de adoção não era fácil: o idioma estranho, o clima, a alimentação, entre outros, eram desafios a vencer. Os húngaros que já estavam no Brasil queriam ajudar aos recém-chegados.  Nascia a Associação Húngara Auxiliadora do Brasil em 1926, para orientar os imigrantes húngaros, facilitar sua adaptação e abrir portas na área profissional.

Aos poucos, a Associação percebeu a necessidade de oferecer também escolas para os filhos dos imigrantes. No início dos anos 40, a Associação mantinha nada menos que 14 escolas para filhos de húngaros no Estado de São Paulo, das quais oito na capital.

A Segunda Guerra Mundial trouxe entre outros males, a proibição de manter associações de nações tidas então como inimigas. Para não se dissolver, a Associação Auxiliadora Húngara se transmutou em Associação Beneficente 30 de setembro, nome que conserva até hoje. Mas as escolas foram gradativamente sendo absorvidas pela sociedade brasileira e perderam seu “sotaque”.

Finda a guerra e tendo passado o tempo, muitos imigrantes já estavam aposentados e não tinham ainda conseguido sua independência financeira. Surgia a necessidade de criar um local para essas pessoas. Graças ao esforço de muitos voluntários, em 1961 foi fundado o Lar de Idosos, originalmente concebido para receber apenas húngaros de terceira idade.

O tempo passou e hoje, passados mais de 55 anos daquele longínquo 1961 quando o Lar foi fundado, o atual Lar de Idosos Pedro Balázs é uma ILPI reconhecida pelo COMAS – Conselho Municipal de Assistência Social, que pode abrigar até 30 moradores, tem uma administração profissional que oferece emprego para 18 colaboradoras e é um componente atuante da sociedade brasileira, já que hoje apenas 6 moradoras têm algum parentesco húngaro. O projeto social da Associação continua e tende a crescer, graças à sua capacidade de auto-financiamento parcial.

Se estivessem vivos, aqueles húngaros fundadores da Associação em 1926 poderiam orgulhar-se do legado que deixaram.

Esse é o site da Casa Húngara de São Paulo.

 

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